Sunday, August 21, 2011

Importância

Não importa ha quanto tempo
se conhece uma pessoa
Pode ser um dia, um mes, ou um ano....
Sei lá. pode ser até cem anos
porque na verdade mesmo
o que vai importar
É o quanto essa pessoa significa
O quanto se gosta
E o quanto se deseja essa pessoa...

Eu conheci muitas pessoas nessa vida
Mas poucas tocaram meu coração
Me fazendo ver coisas
que você jamais imaginei...

Aprendi a dar valor as coisas mais simples...
Deparei em coisas que nunca tinha reparado...

Monday, January 29, 2007

Formas



“Mas que droga de barulho...”
Era sua oração ao acordar, morria de ódio do som daquele despertador, mas nunca comprava outro. Sua relação com aquele despertador era quase mulher de malandro, era ele o primeiro a lembrá-la de que estava com ressaca, dor de cabeça, que não tinha dormido o suficiente, e era o primeiro objeto do dia a ser praguejado, mas nunca era o último.
Júlia tinha uma relação de ódio com a maioria dos objetos da casa.
Ela acordava às oito. Da noite. Ficava se perguntando o que a havia levado a trocar o dia pela noite e aceitar aquele maldito emprego, mas já sabia a resposta, era o aluguel. Naquela noite, os cabelos de Júlia faziam no travesseiro um desenho que lembrava um rosto de perfil, que ela não chegou a ver, pois se levantou rápido para pegar... “Onde estão os malditos óculos?” Praguejou mais uma vez. Realmente, a torradeira não era um lugar óbvio pra deixá-los. Saiu apressada, e ainda teve que ouvir do porteiro o inevitável “boa noite, dona Júlia” Júlia sempre achou que aquele cara tinha cara de tarado. No metrô, Júlia começou a procurar na parede os desenhos já conhecidos, não eram todos os que conseguiam ver, talvez só ela visse, mas ela tinha essa mania. Desde pequena, procurava nas formas das nuvens desenhos de bichos, pessoas e coisas. Como agora só via a luz do dia quando os estalos da geladeira a faziam acordar em seu apartamento, lá pelas duas da tarde, não conseguia mais olhar as nuvens, e de uns tempos pra cá, começou a procurar, em qualquer lugar, formas que a lembrassem de algo. Em sua mesa velha de madeira, já tinha até conhecidos – a senhora gorda olhando pra trás, o japonês, a borboleta... Nas paredes de cimento polido do metrô, sempre procurava novas formas. Era mais que uma distração. Era quase uma obsessão. Júlia pensava em procurar um psiquiatra um dia, quando sobrasse dinheiro; mas no fundo se divertia com isso.
Chegando na danceteria onde trabalhava como hostess, esperava por Leandro, o segurança, e também seu namorado, eventualmente, como costumava dizer às amigas. Júlia nunca foi muito passional, Leandro dizia que ela era fria. Ela não se importava, talvez fosse fria mesmo, e talvez isso fosse normal em quem sempre teve que se virar sozinha, como ela.
Aquele emprego a irritava. O pior era ter que ser simpática. Não, o pior era ter que estar bonita e arrumada, de salto, quando deveria estar dormindo. Mas não, nada era pior do que os bêbados, a não ser as cantadas dos bêbados. Depois de mais aquela noite, Júlia e Leandro vão juntos até o metrô, é quase de manhã. De repente Júlia percebe Leandro gritando alguma coisa “... você não ouve nada do que eu digo! Você é feita de gelo? Pra mim chega, acabou!” disse isso e arrancou a correntinha que Júlia lhe dera no natal, com um crucifixo, e a atirou no chão, aos pés de Júlia. A cena atraiu a atenção dos que passavam, e o que viram foi Júlia, abismada, olhando pro chão com os olhos vidrados. “Coitada, olha como ficou chocada” – pensou uma senhora que estava perto.
Ninguém saberia o que se passava em sua mente. Os conhecidos ficariam se perguntando se ela era realmente tão fria assim, pensando que pelo menos nesse momento, ela deveria estar sentindo alguma coisa, parecia gostar de verdade de Leandro, apesar de não demonstrar tanto.
Ainda olhava a correntinha no chão. “Já sei, parece o mapa da África!” – pensou.

Wednesday, January 17, 2007

AUTO-RETRATO #3



SPECTRUN:
____Por que me olhas assim,
____com esse olhar de quem diz:
____decifra-me ou te devoro?

SPECTO:
____Acusas algo que fiz?
____Acaso é pecado amar-te?
____É tua, a dor que choro?

SPECULUM:
____Quem és, quem sou eu, enfim!?
____Jamais poderei deixar-te,
____reflexo que és de mim.

Cláudio

Friday, December 15, 2006

O que é essencial?



Vivemos comprando ou pensando em comprar coisas, invejando as coisas alheias, baseando nossa felicidade em ter ou não ter.
Se isso realmente nos faz feliz, isso é válido? e mesmo assim, se faz feliz e dá prazer, é certo ser tão fútil? optemos pelo altruísmo ou pelo egoísmo?
Devemos pensar na fome no mundo, dividir nossas riquezas, fazer algo para ajudar o próximo ou devemos mesmo é pensar que este mundo não tem mais solução, não adianta empregar seus mínimos esforços quando os malditos governantes só fazem piorar cada vez mais a situação financeira, social, a saúde de quem governam?
devemos nos sentir culpados por desejar comprar algo fútil /inútil / desnecessário, quando no nosso próprio bairro tem gente dormindo na rua?
O que é realmente essencial em nossas vidas? se a mídia não pregasse um consumo desenfreado com tanta força, talvez não tentássemos preencher o vazio de nossas vidas consumindo e gastando em materiais de exibição e provas de quem é melhor e quem tem mais poder; e realmente passássemos a apreciar coisas simples e fundamentais.
De quem é a culpa? somos seres influenciáveis e fúteis? ou dane-se, estamos aqui é pra aproveitar mesmo, e a culpa não é minha se tem gente passando fome?
De quantas futilidades seríamos capzes de abrir mão? mesmo que não fosse em benefício de ninguém, além de nós mesmos?


André--

Poema Inaugural



Havia um anjo quando nasci.
Era um anjo safado,
desses que andam de lado.

Se digo é porque
o
__(u)
____ vi.

Mas afinal todos têm,
isto não é privilégio
....– que me perdoe o poeta –
...........vantagem é ir ao colégio.

Agora, recordo bem, tinha uma anja também.
Insofismável seu sexo.
Que outro o faça! Não darei a mínima.

O criador quis compensar,
Com a Justiça que Lhe é própria,
As trapaças do parceiro.



"Alternativos", tremei!



Agora a moda é ser diferente, é falar que vive às regras do "Clube da
Luta", é criticar todas as pessoas que usam roupas de marca e fazem de
tudo pra ficarem mais bonitas, etc...
Eu, pessoalmente, odeio rótulos. Mas sei que eles sempre vão existir e
que um dos mais babacas possíveis são os "Alternativos".
Coloque um texto mostrando no seu perfil o quanto você é diferente de
todo mundo, coloque no seu nick do Msn a letra de uma música russa (não
importa o que ela significa, afinal), não se esqueça também de no seu
orkut colocar uma foto bem colorida e viajante, faça questão de mostrar
a todos o quanto você odeia micaretas, academia e o capitalismo, melhor
ainda, diga que é socialista, não corte o cabelo nem faça a barba, não
compre uma roupa de marca nem diga que é bonita, por mais que você realmente
goste dela.
Afinal, qual o problema em querer se sentir mais bonito?
Sem exageros, é claro, tipo bulimia, anorexia e etc...
Qual o problema em usar roupas de marca desde que eu não as compre apenas
pela marca e qual é o problema em frequentar micaretas, raves e etcs?
A resposta é simples e eu já citei agora a pouco, os malditos rótulos,
se eu frequento uma micareta, eu sou um aspirante a bombado sem cérebro
se eu to preocupado com a minha beleza e me sinto bem por estar cada vez
mais bonito eu sou um fútil que só quero aparecer e ter mais amigos no
orkut, não sei aproveitar a vida e blá blá.
Meu nome é Pedro, tenho 17 anos, não frequento micaretas, festas e etc.
Me sinto bem quando escuto elogios, vou à academia quando posso, uso
roupas de marca quando elas me agradam.
Isso não determina quem eu sou, minha personalidade e não me serve de
rótulo.
Não diga que odeia a sociedade ou que não faz questão de se sentir bonito
perto de mim, eu não suporto a hipocrisia.

A moda é ser diferente e aí alguns babacas tentam ser diferentes pra fazer parte dessa moda, não percebem que ao fingirem ser diferentes, se tornam todos iguais. Pena é o único sentimento que sustento pelos mesmos.

Tuesday, December 12, 2006

Tempestade


Sozinha na tempestade,
O que sinto é um leve torpor.
Suas gotas frias e pesadas,
Lembram-me que ainda tenho calor.
O vendaval que vem com ela,
Passa-me num suave frescor,
Que me engrandece, me faz maior,
Me faz mais forte pra dor.
O trovão é meu grito,
Quando preciso me impor,
E a chuva me faz melhor,
Para um novo dia de verão,
Pra ser de novo um botão de flor.