Sozinha na tempestade,
O que sinto é um leve torpor.
Suas gotas frias e pesadas,
Lembram-me que ainda tenho calor.
O vendaval que vem com ela,
Passa-me num suave frescor,
Que me engrandece, me faz maior,
Me faz mais forte pra dor.
O trovão é meu grito,
Quando preciso me impor,
E a chuva me faz melhor,
Para um novo dia de verão,
Pra ser de novo um botão de flor.
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