Friday, December 15, 2006

O que é essencial?



Vivemos comprando ou pensando em comprar coisas, invejando as coisas alheias, baseando nossa felicidade em ter ou não ter.
Se isso realmente nos faz feliz, isso é válido? e mesmo assim, se faz feliz e dá prazer, é certo ser tão fútil? optemos pelo altruísmo ou pelo egoísmo?
Devemos pensar na fome no mundo, dividir nossas riquezas, fazer algo para ajudar o próximo ou devemos mesmo é pensar que este mundo não tem mais solução, não adianta empregar seus mínimos esforços quando os malditos governantes só fazem piorar cada vez mais a situação financeira, social, a saúde de quem governam?
devemos nos sentir culpados por desejar comprar algo fútil /inútil / desnecessário, quando no nosso próprio bairro tem gente dormindo na rua?
O que é realmente essencial em nossas vidas? se a mídia não pregasse um consumo desenfreado com tanta força, talvez não tentássemos preencher o vazio de nossas vidas consumindo e gastando em materiais de exibição e provas de quem é melhor e quem tem mais poder; e realmente passássemos a apreciar coisas simples e fundamentais.
De quem é a culpa? somos seres influenciáveis e fúteis? ou dane-se, estamos aqui é pra aproveitar mesmo, e a culpa não é minha se tem gente passando fome?
De quantas futilidades seríamos capzes de abrir mão? mesmo que não fosse em benefício de ninguém, além de nós mesmos?


André--

Poema Inaugural



Havia um anjo quando nasci.
Era um anjo safado,
desses que andam de lado.

Se digo é porque
o
__(u)
____ vi.

Mas afinal todos têm,
isto não é privilégio
....– que me perdoe o poeta –
...........vantagem é ir ao colégio.

Agora, recordo bem, tinha uma anja também.
Insofismável seu sexo.
Que outro o faça! Não darei a mínima.

O criador quis compensar,
Com a Justiça que Lhe é própria,
As trapaças do parceiro.



"Alternativos", tremei!



Agora a moda é ser diferente, é falar que vive às regras do "Clube da
Luta", é criticar todas as pessoas que usam roupas de marca e fazem de
tudo pra ficarem mais bonitas, etc...
Eu, pessoalmente, odeio rótulos. Mas sei que eles sempre vão existir e
que um dos mais babacas possíveis são os "Alternativos".
Coloque um texto mostrando no seu perfil o quanto você é diferente de
todo mundo, coloque no seu nick do Msn a letra de uma música russa (não
importa o que ela significa, afinal), não se esqueça também de no seu
orkut colocar uma foto bem colorida e viajante, faça questão de mostrar
a todos o quanto você odeia micaretas, academia e o capitalismo, melhor
ainda, diga que é socialista, não corte o cabelo nem faça a barba, não
compre uma roupa de marca nem diga que é bonita, por mais que você realmente
goste dela.
Afinal, qual o problema em querer se sentir mais bonito?
Sem exageros, é claro, tipo bulimia, anorexia e etc...
Qual o problema em usar roupas de marca desde que eu não as compre apenas
pela marca e qual é o problema em frequentar micaretas, raves e etcs?
A resposta é simples e eu já citei agora a pouco, os malditos rótulos,
se eu frequento uma micareta, eu sou um aspirante a bombado sem cérebro
se eu to preocupado com a minha beleza e me sinto bem por estar cada vez
mais bonito eu sou um fútil que só quero aparecer e ter mais amigos no
orkut, não sei aproveitar a vida e blá blá.
Meu nome é Pedro, tenho 17 anos, não frequento micaretas, festas e etc.
Me sinto bem quando escuto elogios, vou à academia quando posso, uso
roupas de marca quando elas me agradam.
Isso não determina quem eu sou, minha personalidade e não me serve de
rótulo.
Não diga que odeia a sociedade ou que não faz questão de se sentir bonito
perto de mim, eu não suporto a hipocrisia.

A moda é ser diferente e aí alguns babacas tentam ser diferentes pra fazer parte dessa moda, não percebem que ao fingirem ser diferentes, se tornam todos iguais. Pena é o único sentimento que sustento pelos mesmos.

Tuesday, December 12, 2006

Tempestade


Sozinha na tempestade,
O que sinto é um leve torpor.
Suas gotas frias e pesadas,
Lembram-me que ainda tenho calor.
O vendaval que vem com ela,
Passa-me num suave frescor,
Que me engrandece, me faz maior,
Me faz mais forte pra dor.
O trovão é meu grito,
Quando preciso me impor,
E a chuva me faz melhor,
Para um novo dia de verão,
Pra ser de novo um botão de flor.

Monday, November 27, 2006

Na chuva



Na chuva eu cresço,
De fora pra dentro
E sou o sol,
Anoiteço.

Na chuva eu me esqueço,
Dissolvo a dor, me reconheço.
E me afasto de mim,
Recomeço.

Na chuva deixo o passado
Pra depois de hoje,
Que aconteça amanhã,
Esqueço.

Na chuva desapareço
De parte de mim,
Me despeço sem adeus,
Desaconteço.

Na chuva deixo cores,
Separando os tons de griz,
Num arco íris de azul,
Transpareço.

Na chuva me perfumo,
Com o cheiro do universo,
Me uno em verso
Com as cores de água pura
Banho-me de primavera,
Resplandeço.

Na chuva deixo as lágrimas,
Camufladas de invisível,
E deixo os motivos,
Guardados no indizível
Desmotivo.

Memória



Não sorria,
A morte já veio,
E já te passou.
Não lhe passou pela cabeça?

Não finja,
O tempo já passou,
E nada veio.
Esperar por que, se nada vem?

Não ame,
A vida vai levar,
E você levar a vida,
Levar a vida sem encontrar o amor?

Não deseje,
O tempo não permite,
E você um dia desiste,
Desistir, perder ou não querer?

Não lembre,
A memória falha, e atrapalha,
E um dia a dor não parece tão ruim,
O erro se apaga ou se paga por ele?


Não gosto da obrigatoriedade de fazer aniversário. Se eu pudesse escolher uma data, me somaria um pouco mais de tempo todos os dias.

Não gosto da obrigatoriedade de ter que crescer com data marcada. Não gosto da pontualidade com que as pessoas me sorriem, me entregam presentes, não me contrariam, pagam o meu almoço, tiram o meu prato, me deixam dormir até mais tarde.

Nesse dia, também, não gosto da minha falta de delicadeza, da minha atitude manjada, da minha melancolia comprada.

Não gosto de flores, mas gosto de balas!

Porém, me sentir perdido no meio de tudo isso – vida, mundo, pessoas, coisas – não é o que contribui para a minha ausência de entusiasmo, alegria...outras coisas são que me atordoam...coisas que não levam nome, endereço nem certificado! São só coisas que insistem em ficar coisando por aí!!

Ah!!Mas, esqueçam tudo isso que eu disse e me tragam as balas!!rsrsr




Se sentir como fazendo parte de todo esse teatro, às vezes até que é bom. Compartilhar cadeiras vazias, sucos de diferentes sabores – o de hoje foi de framboesa, laranja e hortelã -, experimentar caras novas, palavras ruins, gesto que nem se nota, olhares para a direita, para a esquerda. O mesmo mundo que faz, quase sempre, com que nos sintamos invisíveis, às vezes faz questão de mostrar as nossas caras, os nossos defeitos, as nossas angústias e faz com que todos nos ouçam no momento da nossa fala mais estúpida.



Porém, me vir como fazendo parte do mundo acontece raramente. Porque, na maior parte do tempo, me sinto um objeto sozinho em uma prateleira vazia, um sujeito sem predicado. Normalmente não há ninguém para tomar o chá das cinco comigo...Contudo, ainda que eu esteja enganado, prefiro pensar que as pessoas não gostam de chá a pensar qualquer outra coisa...



Nunca tinha reparado que o barulho do vazio é um enorme eco. Eco.

Ventania



Todo o dia é ventania,
Vem o dia e é verão,
A vontade é só mania,
Todo o tempo é sensação.

Todo o dia é tentação,
Vem o medo e digo não,
O desejo é fantasia,
Todo o corpo é coração.

Todo o dia é poesia, é canção,
Corpo e letra, sonho e mão,
Subentendo e não entendo,
Toda palavra é intenção.

Todo o dia é solidão,
Vem a lágrima sem sentimento,
Vai e volta e não termina,
Toda a dor é direção.

Carne Vida



Carne, ossos e o que mais faltar
Casa, poços e o que quer que seja
Mares, povos e o que vem mostrar
Sai, volta e o que quer que veja

Não pretendo não mais voltar
Mas, quero um tempo para sentir tristeza
Não suporto me sentir incapaz
Mesmo fora da minha natureza

Quero um colo para poder dormir
Mesmo sem muita certeza
Grito forte para existir
Mesmo assim sem qualquer firmeza

Volto triste, sem me permitir
Que eu viva onde quer que esteja
Essa força que me fez sentir
Que na vida pode existir beleza.

Três



me chame
do que quiser, mas diga...
me olhe
me veja como eu sou
tente me encontrar
estou escondido bem no fundo
o caminho é curto, só não é fácil
me descubra
quem sou por detrás de tudo?
não sou tão mal assim, nem tão bom
sou teu bem
basta saber que não sou um livro aberto
mas posso ser uma bela leitura
basta entender.

Friday, November 24, 2006



...e numa hora incerta,
tua alma dispersa,
meu grito liberta algo novo em ti
e se minha dor te afeta, teu amor que completa quase tudo que vi
Sinto algo em alerta pois, a dor é certa
se tu não estas aqui.



Num olhar mais atento,
de um jeito mais lento,
te faz pensar

Como isso que é claro
existe, mesmo que raro
algo mais a saber

se o concreto é fugaz,
agora se faz
a alma entender

se estende uma mão
que devolve a missão
de existir e viver

e se percebendo
aos poucos vai vendo
que se pode escolher

a dor é tão clara
como a forma tão rara
de se satisfazer

onde há escolha há conflito
e com ele o mito
do "Não Saber"

são muitas, são poucas?
são sanas são loucas?
O que escolher?

Se a fé me liberta
Também vem coberta
Do "ter que escolher".

Representa-te



De onde vem essa dor?
Angustia ou um buraco?
Um turbilhão, um rotor
Ou simplesmente o vácuo?
Preencher com ilusão?
Dos pés faltando o chão
Eu sei que é tudo em vão
Verdade, vida, amor...
Trocados pela dor
Sem imagem ou representação.


Thursday, November 23, 2006

Esboço



Com carinho e tempo,
Revelaste-me as tenras linhas de tua nudez,
Com calor e silêncio,
Deste-me de tua pele a calma e a maciez.

Eternizei na pintura
O que vi além de meus olhos,
Dei manejo ao meu lápis,
Do que expressou minha loucura.

Marquei com pincéis macios
Teu rosto de rígidos traços,
Rabisquei meu reflexo em teu olhar,
E tracei com linhas firmes
Os contornos de teus braços.

Te guardei num papel pequeno,
Para que teus segredos não escapassem.
Reduzi tua imagem a tintas claras,
E cuidei para que tuas cores não desbotassem.

Deixei o resto das folhas vazias
Pois nada mais superava teus traços,
E dos rabiscos em papel fino,
Fiz de ti poesia.


Tempo tempo tempo
Tempo vai depressa
Gasta o meu corpo
Roí as minhas unhas
Seca o meu rosto
Queima a minha boca
Roda minha cabeça
Bem na minha mão
Sol e escuridão
Tempo sim e não.


And to make your face familiar
I will have to make you lose the fear
I have this fear too but I believe in what
You are saying is true

The face I have never seen
The hands I have never hold
The body I have never embraced
One day I will put it into words

She captivates me with her prodigious voice
In every word every sentence that comes at random
As a spell that conveys to a place lack of choice
While in her arms with no hesitasion I will surrender

My confused and fortunate heart dared
To say I love you with no stare
Would say it is insanity I know
Now it is too late I just want to go

To the journey I will make soon
Maybe I will cry while I look at you
To a place unknow by me
Which protects the one I belong to be





Romântico e atrevido como sou
Confesso que fiz um pedido à lua
Ergui minha taça de vinho
Numa reverência ao satélite
E pedi sem vergonha nenhuma
Que me enviasse tua estrela mais cara

Em resposta, a recusa se confirmou
Disse-me que com tantos pedidos
Esta estrela se eternizou

Como ousas me negá-la assim
Colocando-a longe de mim
Enciumada a queres só para si
Não sabes que desta estrela
Sou o teu amor sem fim

Em resposta, um barulho ensurdecedor
Disse-me que esta estrela
Lhe tem um grande valor

Não enxergas que tenho mais fases que você
Estou ébrio mas é fácil perceber
Que de tanto ciúme e para o amor
Entre nós não acontecer
A prende, a esconde só para não me ver

Em resposta, a lua enfurecida
Já prevendo o óbvio
Desaparece sem deixar pistas
Com um sentimento de ódio

Então eu grito
Em um gesto descomedido
A que mais brilha
A que mais tem adorno
Ela sabe que estou aqui
E sente na alma que sou teu dono





Prevendo a noite na qual notarei
Esse teu fogo lhe consumindo me despindo
Ceder-te-ei o que tanto de mim almejas
De bandeja só que em uma taça de vinho

Se com palavras lhe provoco certas sensações
Entusiasmo, arrepios, erupções
O que dirá quando o meu corpo no teu encostar
Satisfazendo-se nessa tua vontade de se entregar

De uma insônia febril
Na perfeição do flagrante
Quadris encaixados
Em um vai-e-vem constante

Pensamentos atrevidos
Imagens nítidas que chego a sentir
Pernas entrelaçadas que procuram o saber
Lábios que percorrem o corpo na ânsia do prazer
O gosto da saliva em um caminho sem fim
Por quem nunca antes vi noutro desejos assim

Eco



Eco

O tempo voltou, e já era tempo,
De se perder o que encontrou.

O passado foi embora, e não era o tempo,
De acabar com o que não começou.

A dor me veio, voltando de outros tempos,
E o amor sangrou de novo a ferida que nuca sarou.

Você foi embora, pois não tinha tempo,
Deixando das horas os minutos que abandonou.

Minha palavra se foi, em pouco tempo,
Levando os versos que não terminou.

O eco de tua ausência ressoa, já nem sei há quanto tempo,
Repetindo no agora os sons de um tempo que já passou.

Wednesday, November 22, 2006

Fogo



Você faz arder algo em mim...
Uma palavra basta pra me incendiar,
O dano é irreversível.

Espanto-me com a sede que sinto deste calor,
Com o desejo deste sofrimento, desta ardência,
Que me faz sentir viva.

Um alarme dispara,
Que me avisa do que já é tão óbvio
Externa o que ainda é interno,
Um calor que se mostra em febre.

Fogo feroz, que invade as terras longínquas,
Há tempos desabitadas, ou ainda inexploradas,
Matas virgens, tornadas nuas por tua mão.

Em minha cama de folhas,
Fico desperta por horas na madrugada,
De um lado a outro, me giro incendiando tudo ao redor.

As folhas secas em meu corpo não desejam chuva,
Desejam o toque de tua chama dispersa,
De tuas fagulhas momentâneas que se apagam e se acendem,
E alentam em mim desejos loucos e proibidos.

Amor



Faz bem ou faz mal? Dizem que todos amam alguém ou alguma coisa, você concorda ou discorda? É possível viver sem amor? Você confiaria em alguém que nunca amou?

Pedro

É sem dúvida o sentimento que eu mais odeio. Sem dúvida o mais cruel, ganancioso, destruidor. Se eu pudesse personificar o amor, seria uma mulher enorme de gorda, careca, com dentes nascendo por todo céu da boca e acima da gengiva. Nua, cheia de estrias e bolhas de sangue, portadora de um vírus, encostando em você sua morte será certa.

O amor é como a base de um liquificador ligado dentro do peito, encostado acima do estômago. Sempre que estiver pensando em uma garota da qual se sente atraído, perceba as lâminas no peito. O amor, começa a te destruir antes de você amar. Uma vez consumido, você tentará chamar a atenção de si mesmo enquanto trancado entre 4 paredes, deixará de comer e dormir pra ter auto-satisfação de saber que está sofrendo, e nesse estágio você até se sente bem por estar triste.

Durante o período em que o amor te torna feliz, tudo passa mais rápido até perder a graça e diminuir. Aí você se apaixona de novo, e antes mesmo de amar, o amor já começa a te destruir de novo.
É um sentimento sujo, ingrato e venenoso. Conselho: não ame. Nessa vida tudo se perde.

Não ame seu cachorro, seu carro, sua mãe, sua namorada. Tudo se perde, se destrói, murcha e morre. E se você amar, vai sentir a machadada no peito.

EU ODEIO O AMOR.

Samurai

O amor não existe.
Na minha opinião, nós somos apenas máquinas biológicas replicantes perdidas no caos de forma aleatória. Acho que a solidão é a condição da existência humana e que a felicidade, o amor, o desespero, a dor e todos os outros sentimentos não passam de fantasias de um sistema neurológico e bioquímico que evoluiu para reagir a isso de modos adaptativos. Ou seja, vivemos pro nada.

M.

o que existe é a posse, o desejo de ter algo ou alguém, desejo de ter algo que pertence a outro, desejo de ser idolatrado, desejo de ter alguém que dependa de você emocionalmente para que você possa se sentir especial, o desejo de colocar a responsabilidade por sua felicidade nas mãos de outro, o desejo de não ser sozinho enquanto quem está próximo de você tem alguém... ...

Rosa

Eu tenho uma necessidade absurda de amar. Na verdade, acho que o problema é estar sozinho, não me agrada a idéia de estar sozinho quando é tão bom estar com alguém.
E não sejamos hipócritas, alguém aqui NUNCA amou ? IMPOSSÍVEL.
Eu queria muito não querer amar, mas acho que simplesmente não é humano. Temos a pura necessidade de compartilharmos nossas coisas, nossas vidas medíocres, fazer elas parecerem melhores do que são, algo do gênero.
Porque é tão difícil amar ? Pessoas diferentes não conseguem conviver juntas amando, se às vezes amigos conseguem conviver juntos por anos ?

André

Desabafando...




A cada dia que se passa, o mundo vai se deteriorando aos poucos, por causa de seus míseros ideais monetarios. O qual TODOS nós inclusive VOCÊ seguimos. Estamos todos loucos correndo atras da mesma coisa, e sempre acabamos esquecendo de quem somos e do que realmente precisamos, isto tudo porque algum dia alguem pegou o "dinheiro" e disse: A partir de hoje isso tera valor, e daquele momento em diante o que você conquistar é seu, e quanto mais dinheiro tiver mais feliz será.
Parecemos parasitas investindo em bombas destruidoras para conquistarmos algo de nosso interesse que não pertence a nós. Grudamos em outras pessoas, nao porque são interessantes, e nem porque realmente gostamos delas, mas por pura convicção de que vamos extrair algo. e quando já estiver "seco" jogamos fora e procuramos outro lugar para nos hospedar.
E então, continue assim assista bastante tv, e seja mais um no mundo alienado onde todos são iguais e querem a mesma coisa. Continue usando estes óculos que te ofereceram quando você chegou aqui, e acredite em tudo o que voce ouvir e ver, e se transforme em mais um peso morto na sociedade.
Roube, isso vai te fazer melhor, seu ladrão, mas não venha mexer nas minhas coisas, seu egoista maldito. Pare de pensar em seu próprio nariz e olhe ao seu redor, seja lá o que você for, rico, pobre, homem, mulher; faça o que você achar melhor, mas não me venha pedir nada. Vou recusar, pois para vocês eu so deixo o meu desprezo!

André

Teatro dos Demônios



Somos animais também, mas você sempre esquece disso. Nossa função é instintiva, comer, beber, matar, sobreviver e satisfazer o desejo sexual. Você não é seu carro, não é sua roupa, você é um rato deliberando doenças e invandindo o território alheio. A única diferença é que a sua raça maldita é a mais burra da cadeia alimentar, mesmo se julgando melhor. Carregamos dentro de nós demônios, infinitos. Somos bizarros e fazemos coisas estranhas sem perceber. Pulamos pelados na frente do espelho, as vezes nos imaginamos comendo fezes, temos desejos absurdos que escondemos de todos, sentimos prazer com diversas dores e/ou sensações estranhas, e quando estamos sozinhos fazemos questão de sermos o mais nojento possível. Sinto vontade de matar pessoas, e se não houvess leis, eu mataria. Demônios... Demônios.

Porém utilize sua insanidade para construir algo melhor, algo da qual não se sinta inútil. Se você já descobriu que é um monstro bem vindo, pois esse lugar é para poucos.

Samurai

Eu posso te comprar com dinheiro.



Sim, eu posso. Dinheiro não te faz feliz?

Pare e pense. O que te faz feliz?



Família?

Se sua família fosse extremamente pobre, você talvez se quer teria esse PC. Talvez se quer teria roupas pra vestir. Abra seu armário, e utilize um pouco de matemática. Você não teria o que comer, e reclamaria que tem fome, e sua mãe choraria por te ver assim. Viveria reclamando ao seu pai, para que arrumasse um emprego “digno” que desse condições de alimentar a toda família, e vesti-los. Ele adoeceria, e os remédios caros não seriam alcançáveis, e então ele morreria.

Quais foram seus melhores momentos em família?

Aquele natal que tinha vinho e muita comida? Aquele aniversário que tinha doces e músicas tocando num bom som? Aquela viagem, na qual vocês se hospedaram em um lugar legal e trouxeram lembrancinhas que até hoje ficam sobre um centro na sala?

Se sua família o faz tão feliz, largue a escola, porque escola serve para entrar na faculdade, e faculdade serve para arrumar emprego que por sua vez serve para ganhar dinheiro, e então ter uma família e pagar escola para seus filhos. Se sua família te faz tão feliz, abandone o luxo da sua casa, considere esse teto um luxo, para ir morar em um barraco construído com madeirites super disputadas e procuradas. E aí entra a questão dos amigos.



Amigos?

More nesse barraco, e convide-os toda quinta a noite pra assistir filme como você sempre faz. Os faça entrar na favela com aqueles carros não tão populares, e roupas não tão discretas toda vez que você o faria normalmente. Você sabe o que seus amigos miseráveis falariam por trás de você, e você sabe o quanto desejaria de volta sua casa, de volta seu carro, de volta sua cama. Só pra poder estar igual à eles, e aí entra a questão da igualdade.



Igualdade?

Nenhum político jamais instituirá o socialismo, ou tendência política em qualquer país do mundo, a partir do dia de hoje. E se por acaso acontecer, saiba que alguém está ganhando com isso. Se igualdade te faz tão feliz, se ser feliz é ver que todo mundo tenha onde morar e o que comer, seria ótimo ter trilhões de EUROS em uma conta européia para poder construir infinitas casas no continente africano e criar uma situação propícia para o povo de lá. Com seu maldito dinheiro, você construiria escolas, hospitais, faculdades, para que todos pudessem ganhar um maldito dinheiro. Incrível como nesse aspecto, o dinheiro comprou sua felicidade de forma direta. Todos nós poderíamos ser amigos, pois todos seríamos iguais socialmente e ninguém teria medo de entrar com o carro não tão popular onde você mora, e o amor seria maior. Aí entra a questão do amor.



Amor?

Sua felicidade depende dum incrível romance? Aposto que você nunca deu um presente para alguém, afinal, as pessoas detestam presentes que são comprados com dinheiro, e são muito mais felizes sem eles. Aposto que seu amor mora em um lugar péssimo e passa fome. Errei? Você não ligaria se fosse assim? Então talvez, você goste da idéia de ir passar fome junto com ele. Comece agora, visite a favela todos os dias, pois tenho certeza de que encontrará alguém “legal pra você” lá. Ironia. Todos estarão infelizes com sua presença, pois queriam ter metade do que você tem, e metade do que você come. Para eles você é a humilhação andando em forma humana. Te chamariam de playboy. Legal né? Também achei engraçado. Com certeza, você vai cair no começo desse texto, aí entra família de novo.



Família?

”Meu pai trabalha muito e tem dinheiro, mesmo assim chega em casa e é um desgraçado. E eu não sou nenhum pouco feliz com isso.”

Se seu pai tivesse dinheiro, muito dinheiro, não trabalharia tanto, e consequentemente não chegaria tão estressado, e passaria o tempo todo com você e com o resto da família, viajando, indo em parques, tirando fotos, comendo em restaurantes por aí. Mas se ele não tivesse você ia piorar seus comentários idiotas do gênero: “preciso disso, preciso daquilo”. Aí ele trabalha muito só pra ver se você calar a boca um pouco, e deixa ele descansar, porque ele não teve dinheiro ainda pra realizar todas suas fantasias, muito menos as dele.



Acredite, se todos nós tivessem a mesma condição social, ainda assim, todos nós gostaríamos de ter mais do que os outros. Não tente se enganar. Se você for um pouquinho inteligente, eu não preciso abordar mais nenhum tema, pois você mesmo saberá responder. Se você não é inteligente e discorda, fala pro seu papai te pagar um escola melhor, onde só quem tem dinheiro freqüenta, e depois você visita esse texto de novo.



Nem se todos os estudantes do mundo se reunissem em pró de um movimento igualitário, conseguiríamos algo. Todos nossos líderes aceitariam bilhões de EUROS/DOLLARES para ficarem quietos, e se não aceitassem, acredite que alguém os mataria por bem menos que isso. A ONU é constituída de grandes potências, e nem todas elas juntas foram suficientes para impedir que um só homem, sr. Querido George W. Bush, acabasse com as famílias inocentes no Iraque.

Nesse momento, se você parou pra pensar, deve ter chegado a uma questão do tipo: “mas agente pode votar e escolher alguém melhor”. Saiba que o Bush não ganhou as eleições. Ele só decidiu compra-las, mesmo depois de dito que outro candidato havia ganhado.



Você não sabia disso? Pegue seu maldito dinheiro, vá até uma locadora e alugue alguns documentários do Michael Moore. Se quiser, compre pipoca com seu maldito dinheiro.



(“Farenheight – 11 de Setembro”)



Horrível e estúpido não é esse texto, é achar bonito dizer:”dinheiro não compra felicidade”, quando se veste um grande manto de hipocrisia.



Te pergunto agora... dinheiro é felicidade?

Diga que não. Foi assim que te ensinaram, só pra você parecer que tem valor

Hoje





Hoje o sol não nasceu cedo,
Lembrei-me das palavras doces de anos atrás,
Num dia de sol quente,
Numa tarde de sol poente.

Hoje não tive a maciez de tua pele em meu despertar,
Não tive o cheiro de cerejeira do teu barbear,
E me fez mais falta do que deveria
O teu suave espreguiçar.

Hoje me lembrei que já tinha esquecido
Do sorriso sem motivo,
Dos bilhetes escondidos,
Das noites de brisa quente,
De procurar estrelas cadentes.

Hoje senti o preenchimento de sua ausência,
Que tomou o espaço de todas as coisas,
e já ocupou mil e duzentas linhas,
Que já encontrou e perdeu a paciência,
esqueceu da própria decência.

Hoje senti de novo pulsar nas veias
o jorro de uma vida inteira,
A parte de mim que ainda é verdadeira,
E que escorre por páginas inteiras.

Hoje o que pareceu ser uma eternidade,
Percebi ter sido só um mês
ou um pouco mais, talvez,
Que as horas se arrastaram,
Os dias não começaram,
As tardes se dissiparam,
E a noite nunca mais chegou.

Você é ridiculo!



Você é ridículo. Demais. Tomara que você morra, e tenho certeza que vai.



Toda hora ouço sobre Carpe Diem, e como cada segundo deve ser aproveitado com o último. Não que eu ache errado, mas você seu maldito, vive falando sobre isso e não faz nada para embasar sua ideologia, só faz estupidez.


Freqüentemente fico nervoso com as pessoas, e sem machismo, confesso que na maior parte das vezes com meninas, então vou usar a palavra você como se fosse uma pessoa do sexo feminino.


Depois de tanto falar de Carpe Diem, quantos tópicos você considera favoráveis no seu dia, ao Carpe Diem? Sair com suas amigas, beber sentada na frente do shopping e depois dizer que ficou bêbada e contar histórias sem graça na roda sobre esse dia, sendo que só você e aquela sua amiga horrível acham graça? Você é ridícula.


E sabe o que eu odeio em você? Você pega a câmera e fica tirando fotos de você mesma durante vários minutos, sua egocêntrica maldita, e depois descarrega no computador e fica excluindo aquelas que você acha feia, e depois posta naquele seu fotolog imundo se achando a diva. Do que adianta ser bonita só tirando foto de cima? Quem te acha bonita, vai te achar de qualquer ângulo. Aí que vem a parte cruel. Você entra no seu MSN, com aquele nick conta toda a história do seu dia, e do que você está sentindo. Sabe por que? Porque você não tem amigas pra contar, aquelas duas crianças não são suas amigas, elas estão com você porque são miseráveis sem-amigos como você, e mesmo assim vocês fazem montagens e questão de mostrar pro mundo que vocês são amigas. Calma, pessoas normais têm amigos, não precisa ficar mostrando pra todo mundo. Aí você arranja todas as formas de pedir comentário, pra se mostrar popular, e no final, sempre abre a janela e literalmente mendiga um comentário. “Comenta?”. Depois que você consegue os malditos comentários fica se sentindo bem porque está com os comentários lotados, “lotados”, dez míseros comentários com o mesmo gênero: “=* te adoro”.

Quando os comentários lotam, a primeira coisa é entrar é no orkut, e em primeiro lugar se orgulhar da quantidade de “amigos” que você tem. Engraçado como você sempre se incomoda quando alguém tem bem mais amigos que você. Ter 500 “amigos” no orkut não quer dizer nada, porque dessas 500, nem 5 lembram de você todo dia, nem 3 gostam da pessoa que você é. Normalmente eles gostam da sua bunda, dos seus peitos, ou do fato de você ser uma puta, aí você acha que aqueles meninos que deixam scrap falando que te amam, são seus verdadeiros amigos. Lembre-se, você não tem amigos. Mas se você quiser dar, conheço os 500 que te comem.

E aquele seu álbum de orkut, que porra é aquela? Você quer mesmo que todos saibam que você bebe (como se fosse bonita beber) e que você é uma puta. Odeio suas fotos com aquelas suas amigas, onde todas fazem uma pose pré-combinada: “vamos tirar foto assim ó?”

Você nem tem idade pra saber o que é Carpe Diem, e mesmo assim acha que você aproveita cada segundo. A próxima vez que você for ao shopping ficar tirando fotos das suas babaquices (babaquices que você já faz pensando em contar, e em tirar foto), lembre-se que todos que estão olhando, te acham uma puta que quer chamar a atenção. E sabe porque você ta sempre no shopping né? Porque você sabe que sua mãe não deixa você chegar tarde e nem ir aos lugares que você quer. Ela ta certa, você não tem idade ainda. Não adianta querer ir naquelas festas onde estão as pessoas mais velhas, não adiante querer ir andar de carro e beber pra se sentir mais velha. A gente envelhece um dia, todo dia, sabia? Então calma.



Fala-me uma coisa, porque você sempre acha que causou? “A gente causou”, você acha que causar é bonito né? E mesmo se fosse você não causou nada, fez papel de idiota e diz que causou. Quer causar? Sai na praia correndo pelada e rouba os pães de hot-dog duma barraquinha as 3 horas da manhã. Aí você causou. Causar não é falar uma coisa sem nexo alto na rua, para que tal pessoa ouça. Percebeu?

Por que invés de “causar”, você não aproveita, e diz depois que foi um dia legal que você curtiu com suas amigas? Não precisa colocar fala por fala no seu fotolog, ninguém ta interessado em ler. Só quem esteve presente na hora comenta algo do tipo: “É a gente causou”, porque suas amigas assim como vocês são idiotas. Aliás, vocês se parecem muito. A internet é recheada de coisas legais, mas vocês que ficam plantadas o dia inteiro nela, só procuram coisas bestas, emoticons, frases pra por no nick, fuçam orkut dos outros, ficam olhando e reclamando das fotos dele. Feia é você.



E aquela pessoa que você ama ein? Você ama todo mundo, como isso é possível? Se ouro fosse achado em todo lugar não seria valioso, logo o seu amor não vale nada. Tem tantas pessoas que você nem vê, nem conviveu, mas você ama. Amor é convivência, é afinidade, é compartilhar sensações, é violento, e não um texto virtual estúpido. Você deveria acordar e falar todo dia pra sua mãe que ela é importante, e que você ama ela por tudo que ela faz por você. Ahhh isso é difícil né? Mas postar a foto dela falando que ama ela é fácil. Sabe porque? Quando a gente ama alguém, é difícil falar pra essa pessoa que a gente a ama.



A gente pode se divertir sem precisar chamar a atenção, e sem causar, e sem dizer que causou sem causar. A gente pode tirar tantas fotos legais sem programar uma pose e um destino pra foto, e pode ser tão bonito sem ficar fazendo uma peneira toda vez que tira fotos. As pessoas mais bonitas que eu conheço não saem tão bonitas em fotos, e as mais legais nem sempre tem seu fotolog lotado de comments. Pessoas sensacionais não tem 2 orkuts, aqueles “João Ninguém (LOTADO)” e “João Ninguém 2”, e pra ser sincero, normalmente esses são os mais idiotas.



Pinte seu cabelo, compre aquela roupa para ser diferente do resto. Por ser colorida ou por ser cara, quanto tempo você levará pra entender, que DIFERENÇA não é feita de coisas materiais? Um idiota e um cara legal poderiam ir a mesma loja e comprar as mesmas camisetas, e mesmo assim permaneceriam diferentes.



Quer um verdadeiro Carpe Diem? Larga sua casa, seus “amigos” a escola e vai pra rua virar Hippie, viajar o país inteiro, conhecer todos os lugares, criar uma inteiração com a natureza, com comunidades diferentes, nadar em rios gelados nunca antes tocados, ganhar coisas que te darão por amor, e as vezes trocá-las por colares e pulseiras.



Eu já achei que essa história de Carpe Diem fizesse parte da minha vida até eu conhecer um desses Hippies em São Paulo. Ele havia ganhado todas suas roupas e tatuagens de pessoas que realmente gostaram dele, e não pessoas que vão ao shopping comprar algo pra você por obrigação, no dia do seu aniversário. Inclusive ele me ensinou tanto que dei a ele minha camiseta. Ele havia viajado o Brasil inteiro, e fazia escambo com diversas tribos indígenas que nem se quer falavam português. Ele aprendeu sobre todas as religiões do Catolicismo ao Budismo, do Xintoísmo ao Islamismo, apenas morando em casas de pessoas que haviam cedido o teto à ele por pura afeição e afinidade. Ele conheceu tantas pessoas de tantas raças, tantas religiões, tanta culinárias, que pode aprender sobre todas, e sobre como toda forma de vida independente dos seus atributos tem uma meta em comum, ser alguém antes de morrer. No dia que eu vi ele, ele tava acompanhado de uma mulher que era filha de família rica e abandonara tudo pra seguir com ele um caminho sem destino, e naquela altura da história, esperava um filho dele. Porra, quer mais amor que isso?



Aí eu percebi o quanto eu era idiota com essa história de Carpe Diem, que minha vida era uma rotina estúpida, e que eu tinha poucas histórias tão interessantes quanto as dele. Incrível foi que eu aprendi sobre budismo, sobre os índios, sobre a natureza, sobre viver, sobreviver, sobre amor e sobre Carpe Diem com uma só pessoa. E aí, eu aprendi indiretamente sobre fotolog e orkut, sobre pessoas fúteis e não fúteis.



Chego a conclusão que você é ridículo e eu também. Mas podemos melhorar um pouquinho. Não?